domingo, 29 de junho de 2014

Fundamentação pedagógica dos Módulos desenvolvidos
(Ambientação pedagógica à Unidade II)


O curso E-formação: competências, avaliações e questão motivacional, resultado da conjugação de esforços do processo de aprendizagem colaborativa entre as mestrandas Ana Freire e Josi Baioto, sendo operacionalizado no ambiente virtual da instituição cocriada sob denominação Jo@na Aprendizagem Lúdica, doravante Jo@na Aprendizagem, apresenta fundamentação pedagógica parcial, inerente aos módulos desenvolvidos para efeitos da atividade requerida na UC ppel7, sob regência do prof. Dr. José Mota.
Assim, os fundamentos referem-se à Introdução, com a ambientação do e-formando ao ambiente virtual, dando-se em três etapas e começando pela sua apresentação aos demais integrantes, fazendo um repaginar de seu "eu", avaliando, quem é, quem foi e quem deseja ser. Este exercício dará significância ao porquê está realizando tal curso (porque querer aprender), além de estabelecer um grau de familiaridade e afetividade aos integrantes do ambiente. Noutro lado, tais informações constituem base para  análise e  feedback da apresentação, com  a correlação dos âmbitos de "quem deseja ser"  tendo no curso ferramentas para contribuir no "seu desejo". Para tanto, espera-se que o e-formando apresente elementos para esta abordagem interacionista (no sentido de aprofundar e refletir sobre o exposto). Exemplo genérico: eu fulana desejo ser uma profissional melhor. Para tal, neste curso a possibilidade de explorar meios e motivação para agregar novos elementos a esta melhoria.
O segundo momento da ambientação traz o contato com as ferramentas que possibilitam a realização do curso em todos os seus estágios. Aqui a importância de expor o e-formando ao trato com os conceitos de forma de comunicação na era informacional, que em regra ocorre via redes sociais, com pluralidade de temas e pessoas expostas a interconexão mútua. Esta exposição é fundamental para que os e-formandos passem a adotar tais tecnologias no seu metier docente.
Conforme defende Hart (2014) a mídia social propicia o envolvimento dos aprendentes e a abordagem colaborativa torna-o pleno e ativo no seu processo de construção do saber, para além disso, a justificativa é de que o mundo move-se por esta via e já não faz sentido ser parte do processo de aprendizagem se a logística não estiver pautada em ferramentas interativas, expondo-os  a conexão o tempo todo, .aproximando-os  e equilibrando-os num status de “estar junto virtual”.
O terceiro momento da ambientação equivale ao realizar as atividades e aqui a presença do comportamentalismo e cognitivismo como sustentáculos do produto final (que é a atividade realizada e compartilhada). Note-se que nesta primeira etapa do curso ocorre uma congregação de elementos das teorias comportamentais, cognitivistas, socioconstrutivista e interacionista na sua vertente de significação, pois como defendeu Novak (citado por Moreira, 1997) “O conhecimento humano é construído; a aprendizagem significativa subjaz essa construção” (p1).
Com relação à primeira Unidade do Curso tem o propósito de discutir a aprendizagem on-line, desde suas implicações, paradigmas, passando pelo papel do e-formador, com competências, habilidades e o papel da inteligência múltipla enquanto e-formador na formação de outros profissionais.  Neste momento, os sustentáculos pedagógicos contam novamente  com o socioconstrutivismo, correlacionando-o ao aspecto significativo para, via colaboração mútua repensar e recriar o saber acerca dos aspectos em análise.
No todo, a sustentação dos módulos descritos espelham-se no entrelaçamento de aspectos das teorias comportamentais, cognitivas e socioconstrutivistas, tendo ascendência especial à teoria da aprendizagem significativa (Ausbel 1980 e 2003, citado por Lemos, 2005) esta que caracteriza-se fundamentalmente pela agregação do saber em tratamento associando-o a uma  experiência prévia (uma espécie de âncora) do ser cognoscente, pois do contrário ela torna-se mecânica ou repetitiva, sendo armazenada de forma isolada ou por associação arbitrária na estrutura cognitiva.
Na relação prática isso equivale a absorver um termo exógeno ao seu convencimento frente ao processo endógeno, no qual todo o saber relaciona-se fortemente a sua forma de concepção e ao conceito prático. Para tanto, o exercício de experimentar, acessar,, manusear as ferramentas informacionais, embora na prática visual e em primeira instância equivale  à repetição de uma ideia exposta anteriormente, funda-se na significação do aprendizado enquanto acesso, registro, familiarização e ciência do processo do compartilhar a informação.
Ao operacionalizar uma ferramenta, com repetidas situações, expõe-se aos  o usuário aos erros e acertos, criando-se uma estrutura cognitiva pessoal em relação ao uso e potencialidades. E sobre o conceito em si, a ser distribuido nesta ferramenta, já estará revendo o dito, se a sua veracidade ainda se confirma em relação ao primeiro compartilhar.
É importante observar que a cada momento passado,  a percepção vai atuar com maior ou menor predisposição. Esta mutação enriquece não só o emissor, mas também o receptor que estará exposto a maior ou menor grau de informação para produzir a sua interatividade. À medida que este conteúdo vai sendo explícito será absorvido, comparado  e incorporado ao seu saber. Novamente a significação pela troca colaborativa - pela construção conjunta.
            Quanto ao fundamento do uso das redes sociais neste curso, constatamos que as redes sociais são consideradas hoje uma grande e valiosa fonte de oportunidades na web 2.0. A sua grande contribuição fica por conta da aplicabilidade à educação, sendo utilizadores escolas, pais, alunos, professores, instituições, etc, tendo como sustentáculos a facilidade de comunicação e troca de experiências entre pessoas, que direta ou indiretamente estão inseridas nos logros e desafios do seio educacional.
No plano mais específico, é através da vivência nestes meios que desatam-se as limitações de sua inserção nas práticas pedagógicas diárias, que vem confluir com o desejo emergente da sociedade pela aproximação da educação à realidade social e, sobretudo, atuar diretamente   na democratização da informação,   possibilitando o exercício do poder individual de cada ente envolvido no respectivo projeto.
É tão realidade a utilização das redes sociais em educação que o uso pedagógico fez com que o reconhecimento pelo Ministério da Educação de alguns países se desse, além disso, tem servido como fonte de inspiração para pesquisas acadêmicas em nível de pós-graduação.
Para finalizar, veja-se que a significação equivale à articulação entre o pensamento do aprendente e a sua imersão no ambiente que explora e este curso visa expor os e-formandos a situações significativas, para além do conhecimento por conceito mecânico (observado, adquirido e memorizado), produzindo e cocriando saberes com a utilização efetiva de diversas ferramentas web.

As atividades desenvolvidas no ambito do curso (conforme roteiro)  traduzem-se em:
1.    Reconhecer as ferramentas a serem utilizadas inicialmente, instalando ou assinando os respectivos serviços, para posterior apresentação pessoal, profissional e acadêmica, relacionando expectativas e projetos (máximo 10 linhas). Todos deverão replicar as respectivas apresentações no grupo fechado do Facebook, informar a atualização no Twitter, registrar a atividade executada no blog acadêmico, informando as respectivas direções (links) via plataforma de aprendizagem e publicar no bookmark as referências consultadas.
2.    Assistir vídeo, leituras recomendadas e livres, elaborar síntese, participar fórum dentro da comunidade no Facebook e estimular interatividade via Twitter, dentre outras. Apresentar relatório com links das atividades postadas e igualmente referenciar no bookmark.

Avaliação


Pensando na proposta do curso como um todo, serão considerados o envolvimento e o estímulo dos aprendentes na interatividade, contempladas  a assertividade, a inovação e a capacidade de construção de sínteses e ligações em relação às participações dos demais colegas, tendo em conta as atividades propostas.  
Os critérios de avaliação ficam assim estabelecidos: 50% pelo valor  de  interatividade; e 50% pela realização das  atividades., sendo que em   ambas as situações o norte estará  na  assertividade  em  relação  aos  recursos  de  pesquisa  propostos,  somados  aos  que o forem  apresentados,  sendo  estes de fontes científicas (como  revistas  especializadas).
A ideia  nesta  forma avaliativa é estimular a interatividade.
Lembramos que a unidade introdutória terá um caráter especial de avaliação. A ideia é despertar para novas formas de motivação exógena aos avaliados, no sentido de que o retorno equivale ao seu grau de desprendimento e envolvimento. Esta fase terá computada um ponto adicional e carta distinção para os que atingirem pontuação máxima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário