Fundamentação pedagógica dos Módulos desenvolvidos
(Ambientação pedagógica à Unidade II)
O curso E-formação: competências,
avaliações e questão motivacional, resultado da conjugação de esforços do
processo de aprendizagem colaborativa entre as mestrandas Ana Freire e Josi
Baioto, sendo operacionalizado no ambiente virtual da instituição cocriada sob
denominação Jo@na Aprendizagem Lúdica, doravante Jo@na Aprendizagem, apresenta
fundamentação pedagógica parcial, inerente aos módulos desenvolvidos para
efeitos da atividade requerida na UC ppel7, sob regência do prof. Dr. José
Mota.
Assim, os fundamentos referem-se à
Introdução, com a ambientação do e-formando ao ambiente virtual, dando-se em
três etapas e começando pela sua apresentação aos demais integrantes, fazendo
um repaginar de seu "eu", avaliando, quem é, quem foi e quem deseja
ser. Este exercício dará significância ao porquê está realizando tal curso
(porque querer aprender), além de estabelecer um grau de familiaridade e
afetividade aos integrantes do ambiente. Noutro lado, tais informações
constituem base para análise e feedback da apresentação, com a
correlação dos âmbitos de "quem deseja ser" tendo no curso
ferramentas para contribuir no "seu desejo". Para tanto, espera-se
que o e-formando apresente elementos para esta abordagem interacionista
(no sentido de aprofundar e refletir sobre o exposto). Exemplo genérico: eu
fulana desejo ser uma profissional melhor. Para tal, neste curso a
possibilidade de explorar meios e motivação para agregar novos elementos a esta
melhoria.
O segundo momento da ambientação traz o
contato com as ferramentas que possibilitam a realização do curso em todos os
seus estágios. Aqui a importância de expor o e-formando ao trato com os
conceitos de forma de comunicação na era informacional, que em regra ocorre via
redes sociais, com pluralidade de temas e pessoas expostas a interconexão
mútua. Esta exposição é fundamental para que os e-formandos passem a adotar
tais tecnologias no seu metier docente.
Conforme defende Hart (2014) a mídia
social propicia o envolvimento dos aprendentes e a abordagem colaborativa
torna-o pleno e ativo no seu processo de construção do saber, para além disso, a justificativa é de que o mundo move-se
por esta via e já não faz sentido ser parte do processo de aprendizagem se a
logística não estiver pautada em ferramentas interativas, expondo-os a conexão
o tempo todo, .aproximando-os e equilibrando-os num status de “estar
junto virtual”.
O terceiro momento da ambientação
equivale ao realizar as atividades e aqui a presença do comportamentalismo e
cognitivismo como sustentáculos do produto final (que é a atividade realizada e
compartilhada). Note-se que nesta primeira etapa do curso ocorre uma
congregação de elementos das teorias comportamentais, cognitivistas,
socioconstrutivista e interacionista na sua vertente de significação, pois como
defendeu Novak (citado por Moreira, 1997) “O conhecimento humano é construído;
a aprendizagem significativa subjaz essa construção” (p1).
Com relação à primeira Unidade do Curso
tem o propósito de discutir a aprendizagem on-line, desde suas implicações,
paradigmas, passando pelo papel do e-formador, com competências, habilidades e
o papel da inteligência múltipla enquanto e-formador na formação de outros
profissionais. Neste momento, os sustentáculos pedagógicos contam
novamente com o socioconstrutivismo, correlacionando-o ao aspecto
significativo para, via colaboração mútua repensar e recriar o saber acerca dos
aspectos em análise.
No todo, a sustentação dos módulos
descritos espelham-se no entrelaçamento de aspectos das teorias
comportamentais, cognitivas e socioconstrutivistas, tendo ascendência especial
à teoria da aprendizagem significativa (Ausbel 1980 e 2003, citado por Lemos,
2005) esta que caracteriza-se fundamentalmente pela agregação do saber em
tratamento associando-o a uma experiência prévia (uma espécie de âncora)
do ser cognoscente, pois do contrário ela torna-se mecânica ou repetitiva,
sendo armazenada de forma isolada ou por associação arbitrária na estrutura
cognitiva.
Na relação prática isso equivale a
absorver um termo exógeno ao seu convencimento frente ao processo endógeno, no
qual todo o saber relaciona-se fortemente a sua forma de concepção e ao
conceito prático. Para tanto, o exercício de experimentar, acessar,, manusear
as ferramentas informacionais, embora na prática visual e em primeira instância
equivale à repetição de uma ideia exposta anteriormente, funda-se na
significação do aprendizado enquanto acesso, registro, familiarização e ciência
do processo do compartilhar a informação.
Ao operacionalizar uma ferramenta, com
repetidas situações, expõe-se aos o usuário aos erros e acertos,
criando-se uma estrutura cognitiva pessoal em relação ao uso e potencialidades.
E sobre o conceito em si, a ser distribuido nesta ferramenta, já estará revendo
o dito, se a sua veracidade ainda se confirma em relação ao primeiro
compartilhar.
É importante observar que a cada momento
passado, a percepção vai atuar com maior ou menor predisposição. Esta
mutação enriquece não só o emissor, mas também o receptor que estará exposto a
maior ou menor grau de informação para produzir a sua interatividade. À medida
que este conteúdo vai sendo explícito será absorvido, comparado e
incorporado ao seu saber. Novamente a significação pela troca colaborativa -
pela construção conjunta.
Quanto ao
fundamento do uso das redes sociais neste curso, constatamos que as redes
sociais são consideradas hoje uma grande e valiosa fonte de oportunidades na
web 2.0. A sua grande contribuição fica por conta da aplicabilidade à educação,
sendo utilizadores escolas, pais, alunos, professores, instituições, etc, tendo
como sustentáculos a facilidade de comunicação e troca de experiências entre
pessoas, que direta ou indiretamente estão inseridas nos logros e desafios do
seio educacional.
No plano mais específico, é através da vivência nestes meios que
desatam-se as limitações de sua inserção nas práticas pedagógicas diárias, que
vem confluir com o desejo emergente da sociedade pela aproximação da educação à
realidade social e, sobretudo, atuar diretamente na democratização
da informação, possibilitando o exercício do poder individual de
cada ente envolvido no respectivo projeto.
É tão realidade a utilização das redes
sociais em educação que o uso pedagógico fez com que o reconhecimento pelo
Ministério da Educação de alguns países se desse, além disso, tem servido como
fonte de inspiração para pesquisas acadêmicas em nível de pós-graduação.
Para finalizar, veja-se que a
significação equivale à articulação entre o pensamento do aprendente e a sua
imersão no ambiente que explora e este curso visa expor os e-formandos a
situações significativas, para além do conhecimento por conceito mecânico
(observado, adquirido e memorizado), produzindo e cocriando saberes com a
utilização efetiva de diversas ferramentas web.
1.
Reconhecer as ferramentas a serem utilizadas inicialmente,
instalando ou assinando os respectivos serviços, para posterior apresentação
pessoal, profissional e acadêmica, relacionando expectativas e projetos (máximo
10 linhas). Todos deverão replicar as respectivas apresentações no grupo
fechado do Facebook, informar a atualização no Twitter, registrar a atividade
executada no blog acadêmico, informando as respectivas direções (links) via
plataforma de aprendizagem e publicar no bookmark as referências consultadas.
2.
Assistir vídeo, leituras recomendadas e livres, elaborar
síntese, participar fórum dentro da comunidade no Facebook e estimular
interatividade via Twitter, dentre outras. Apresentar relatório com links das
atividades postadas e igualmente referenciar no bookmark.
Avaliação
|
Pensando na proposta do curso como um
todo, serão considerados o envolvimento e o estímulo dos aprendentes na
interatividade, contempladas a assertividade, a inovação e a capacidade
de construção de sínteses e ligações em relação às participações dos demais
colegas, tendo em conta as atividades propostas.
Os critérios de avaliação ficam assim
estabelecidos: 50% pelo valor de interatividade; e 50% pela
realização das atividades.,
sendo que em ambas
as situações o norte estará na assertividade em
relação aos recursos de pesquisa
propostos, somados aos que o forem
apresentados, sendo estes de fontes científicas (como
revistas especializadas).
A ideia nesta forma
avaliativa é estimular a interatividade.
Lembramos
que a unidade introdutória terá um caráter especial de avaliação. A ideia é
despertar para novas formas de motivação exógena aos avaliados, no sentido de
que o retorno equivale ao seu grau de desprendimento e envolvimento. Esta
fase terá computada um ponto adicional e carta distinção para os que
atingirem pontuação máxima.
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário