
Houve um tempo onde o conhecimento transmitido pelo professor em uma Universidade, era para a vida toda. Os conteúdos eram passados pelo professor, detentor do conhecimento, determinando o ritmo de aprendizagem, portanto a educação era centrada nele. As pesquisas eram realizadas em bibliotecas físicas.
O processo de aprendizagem era meramente cognitivo sendo que na avaliação era testado seu conhecimento e domínio sobre as matérias.
O novo paradigma de ensino e aprendizagem trabalha na perspectiva construtivista, onde o conhecimento é construído pelo aluno. A aprendizagem se dá e é influenciada pelo social. a instituição de ensino tem o compromisso de preparar os alunos para a sociedade do conhecimento e para a autoformação, ou seja, saber conhecer, saber fazer, saber viver em comum e saber ser. O professor desempenha o papel de facilitador de aprendizagem e o centro é o aluno. O conhecimento é uma aquisição pessoal, por isso, os alunos deverão assumir o papel de construtores do seu próprio conhecimento.
Os objetivos desta obra é caracterizar o e-Learning e o ensino-aprendizagem, descrever o modo como se processa a aprendizagem, sugerir modelos para a estruturação de e-conteúdos, identificar princípios e recomendações para o desenho da interface dos e-conteúdos, analisar a utilização de objetos de aprendizagem na prática pedagógica, analisar cursos de e-Learning para verificar se implantam orientações pedagógicas relativas à estruturação de e-conteúdos e ao desenho da interface.
Marco Antônio da Silva (org.) (2006) Educação online: teorias, práticas, legislação, fomração corporativa. São Paulo, Loyola. Disponível em: http://books.google.com.br/books?id=TiYlzy3IM30C&pg=PA157&dq=pedagogia+do+elearning&hl=pt-BR&sa=X&ei=LK8qU5X0JOLD0gGj8oEI&ved=0CFcQ6wEwAzgU#v=onepage&q=pedagogia%20do%20elearning&f=false. Acesso em: 19 de março de 2014.
Trata-se de um caderno de artigos organizado por Marco Silva. Está fundamentado em 4 eixos temáticos, fundamentos da aprendizagem online; ambientes virtuais de aprendizagem; legislação específica e formação corporativa.
A educação online, fenômeno da cibercultura, ganha um espaço para o debate de temas importantes. Este novo ambiente comunicacional integra a sociabilização, a organização, a informação, o conhecimento e a educação.
Os autores reunidos trazem suas experiências e reflexões do campo educacional, e nos mostram pontos positivos do setor e ao mesmo tempo alertam o que pode não dar certo sem as devidas precauções.
O professor precisa se capacitar para professorar online e, além disso, assumir para si a participação em cursos de atualização constantemente a fim de redimensionar sua prática docente que agora tem a ver com atitudes provocadoras, formulação de problemas e mobilização de experiências de conhecimento com o uso de ferramentas como fóruns, chats, blogs, wikis, portfólios, videoconferências.
Coutinho, Clara. (2013). Web 2.0: desafios para o e-Learning. Disponível em: http://romulo.det.uvigo.es/ticai/libros/2008/2008/TICAI_2008_Cap15.pdf. Acesso em: 28 de abril de 2014.
Analisar os processos de aprendizagem mediados pela web 2.0 é o objetivo deste artigo, mesmo que a definição de web 2.0 ainda não seja consenso. Mas é importante discutir os novos paradigmas educacionais, e por isso, a autora expõem que a maneira de nos comunicar mudou e que surge uma nova geração chamada de e-Learning, onde apresentam o conceito de Personal Learning Environment.
A ideia de que o ambiente virtual de aprendizagem é o atual modelo, é desenvolvida aqui. A nova postura dos internautas, a de interagir com os conteúdos colocados nos sites, faz com que as ferramentas da web 2.0 sejam utilizadas na sala de aula e que possam incentivar novas aprendizagens. Toda pessoa agora pode se tornar um produtor de conhecimento e pode auxiliar na estruturação do conteúdo disposto em sites e plataformas educacionais.
Enriquecendo o texto, a autora relata a execução de um projeto de investigação, em 2006, cujo objetivo era estudar novas metodologias de utilização das TIC e da internet nos cursos de formação inicial e pós- graduação de professores na Universidade do Minho. Teve como conclusão que um grau elevado de estudantes que desconheciam o conceito de Web 2.0 e de suas ferramentas.
Mesmo que na opinião dos professores a Web 2.0 é importante para o desenvolvimento de situação de aprendizagem, muitos ainda não a utilizam em seu real potencial.
Dentre as vantagens da utilização de ferramentas Web 2.0 em ambientes de aprendizagem online podemos mencionar que promove a comunicação entre professor-aluno; que oferece ferramentas que estimulam o entusiasmo pela escrita, formulação de opiniões e debate e promove o trabalho colaborativo.
A escolha dos conteúdos que melhor se adéquam ao objetivo do aluno e que irão fazer parte de seu PLE é o ponto forte. Isso reforça a questão da autonomia do estudante em relação ao seu estudo.
Um questionamento que a autora faz é em relação a se vale a pena criação de cursos online e qual o futuro das instituições que oferecem formação a distância? Finaliza questionando quais seriam as vantagens destas novas aprendizagens e ainda, quem seriam os responsável pela validação dos conteúdos dos PLE e certificação das competências individuais.
Alves, Gabriella e Costa, Erick. Proposta de avaliação para a aprendizagem invisível com o uso das Personal Learning Environment (PLEs). Disponível em:file:///C:/Users/Ana/Downloads/5329-14309-1-SM.pdf. Acesso em: 27 de abril de 2014.
Os autores apresentam a definição de aprendizagem como um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída pelos fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais.
Dentre as maneiras que o aprendizado pode ocorrer estão: a aprendizagem situada, a aprendizagem permanente, a aprendizagem formal, a não formal e a informal, a aprendizagem invisível, sendo que neste artigo foi adotado como base a aprendizagem invisível, que segundo os autores, permite que os estudantes atuem e apliquem o seu conhecimento, resolvendo seus problemas.
O objetivo principal é a necessidade de demonstrar seus aspectos principais e associando-os ao conceito de Ambiente Pessoal de Aprendizagem (PLE – do inglês, Personal Learning Environment) que surge como uma proposta de desenvolver no aluno o controle nos estudos relacionado a ambientes de aprendizagem, contrastando com o que tradicionalmente acontece com a utilização dos Sistemas de Gerenciamento da Aprendizagem (LMS – do inglês, Learning Management Systems), onde normalmente está sob o domínio da instituição de ensino.
A organização deste artigo assim se configura: a seção 2 apresenta conceitos e a proposta da aprendizagem invisível; a seção 3 fala da importância da utilização das PLEs no universo acadêmico e suas abordagens nos dias atuais no processo de aprendizagem; a seção 4 expõe os aspectos avaliativos que devem ser parte de processo de ensino que proporciona vivências, mudanças, avanços, progressões e, acima de tudo, aprendizagem, e o impacto desta avaliação com base na utilização das PLEs; a seção 5 defende o impacto na educação à distância (EAD), na prática cotidiana de buscar novas abordagens através desta modalidades de ensino, dissolvendo velhas ideias, não só no discurso, mas também na trajetória sócio educativa, levando a uma modificação no pensar e agir com implicações efetivas na participação e inserção das pessoas nas comunidades em que vivem; e a seção 6 é apresentada as considerações finais do trabalho.
Com a adoção de um sistema de PLE, além da liberdade dos alunos em construir sua própria experiência de aprendizagem, facilita o processo de avaliação contínua do professor.
Para atividades futuras é necessário aprofundar na elaboração de objetivos de ensino e atividades avaliativas, para o processo de ensino aprendizagem invisível, criando assim uma equipe responsável para efetivar o estudo. E assim, realizar a pesquisa de campo com presenças de professores das redes públicas de ensino para validar os métodos de ensino e avaliação, sempre existindo a contribuição para a melhoria da qualidade da educação.


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